Por sugestão de Afif Domingos, secretário do Trabalho de José Serra, o Brasil volta a discutir o direito dos patrões poderem demitir trabalhadores sem justa causa e sem pagar direitos trabalhistas.Toda vez que a economia passa dificuldades a direita volta com a idéia de retirar direitos dos trabalhadores. Todas as centrais sindicais e sindicatos são contra, bem como Lula que diz que a obrigação é proteger o emprego dos trabalhadores e não retirar direitos.
O problema é que Afif é secretário de José Serra,candidato a presidente por um partido considerado das elites e do grande capital paulista. Afif está no papel dele porque sempre foi na constituinte um defensor dos conservadores e contra o direito dos trabalhadores.
Agora porque José Serra esta se lixando em enfrentar centrais sindicais e sindicatos? É porque esta é uma proposta do PSDB, seu partido e dou meu depoimento que é histórico porque os fatos que narro estão impressos no Diário Oficial que reproduziu na íntegra os votos proferidos em separado pelos deputados que votaram esta matéria em uma madrugada do governo FHC. Eis os fatos.
Eu era Deputado Federal e esperava em votação nominal que chamassem meu nome para eu votar mensagem de FHC propondo a chamada flexibilização das Leis Trabalhistas.Toca meu celular e fala Everardo Maciel, então secretário da Receita Federal, e me diz: “Maurílio, estou no Planalto a chamado de FHC, que me pediu para ajudá-lo a arregimentar votos parlamentares a favor da mensagem sobre a flexibilização dos direitos trabalhistas. Como sou pernambucano recebi a missão para lhe telefonar e dizer que o Presidente FHC tem toda confiança no seu voto a favor”.
Respondi: “Diga ao Presidente que vou votar contra porque na Espanha fizeram o mesmo para garantir empregos e deu o contrário. Provocou uma forte onda de demissões”.
Votei contra e fiz questão de fazer declaração de voto em separado contando esses episódios para registro da história.
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